Paray-le-Monial · 1673–1675

As Grandes Aparições

Quatro momentos privilegiados em que Nosso Senhor manifestou Seu Coração a Santa Margarida Maria Alacoque, revelando o desejo de ver a humanidade reconciliada pelo Seu amor.

I

27 de dezembro de 1673

A revelação do Coração amante

Festa de São João Evangelista. Santa Margarida Maria rezava diante do Santíssimo, quando o Senhor a fez descansar sobre Seu Coração, como o discípulo amado na Última Ceia.

««Meu divino Coração está tão apaixonado de amor pelos homens que, não podendo mais conter em si mesmo as chamas de sua ardente caridade, é preciso que as difunda por teu meio.»»

Reflexão

A primeira aparição inaugura a missão: fazer conhecer o amor que Jesus tem pela humanidade e o desejo de ver esse amor correspondido.

II

primeiros meses de 1674

O Coração sobre um trono de chamas

O Senhor mostrou o Seu Coração num trono de fogo, mais brilhante que o sol e transparente como cristal, com a chaga adorável, cercado de espinhos e com uma cruz no cume.

««Os espinhos significam as picadas de nossos pecados; a cruz, que desde o primeiro instante da encarnação todas as amarguras de minha Paixão estavam plantadas em meu Coração.»»

Reflexão

A visão simbólica traduz em imagens toda a teologia do Coração de Cristo: amor, sofrimento voluntário, misericórdia inesgotável.

III

1674

O pedido da Comunhão reparadora

Jesus manifestou o desgosto que Lhe causavam as ofensas cometidas contra Sua presença eucarística e pediu comunhões reparadoras, especialmente nas primeiras sextas-feiras do mês.

««Peço-te que na primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento, sejam-me feitas honras particulares em desagravo pelas ofensas recebidas.»»

Reflexão

Nasce aqui a devoção que hoje praticamos: a comunhão eucarística oferecida em reparação pelas ofensas ao Amor.

IV

junho de 1675, oitava do Corpus Christi

A Grande Aparição

Durante a exposição do Santíssimo, o Senhor apresentou-Se novamente à Santa e formulou o pedido central e a Grande Promessa das nove primeiras sextas-feiras.

««Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor. E em reconhecimento, só recebo, da maior parte, ingratidão.»»

Reflexão

É a aparição mais célebre, síntese de toda a devoção. Dela deriva a instituição da Festa do Sagrado Coração e a exortação à reparação universal.